quinta-feira, 19 de março de 2009

Ainda há tempo

agua

Lembro de quando era moleque, dos verões, das brincadeiras. Lembro de me divertir quando minha mãe, geralmente aos sábados, fazia faxina em casa.

Geralmente eu saia sorrateiro, pra não sobrar alguma coisa pra ter que fazer, afinal era sábado e meus amigos já estavam todos na rua.

Mas quando nas manhãs de sábado, o Sol anunciava mais um dia quente, eu ficava monitorando de longe os afazeres lá em casa. O sinal era o tapete pendurado no muro para tomar um belo banho de Sol.

Corria pra casa e me oferecia para ajudar nos serviços. Como dentro de casa já estava tudo em ordem, restava agora lavar o quintal. O quintal de casa era grande e o ladrilho escorregadio, a combinação não podia ser melhor. A diversão estava garantida. Água, sabão e uma vassoura – que logo era dispensada -, chamava os amigos mais camaradas para me ajudar.

Usávamos muita água, espalhávamos o sabão e ali ficávamos por no mínimo duas horas, lavando o quintal – sem a vassoura. A diversão era escorregarmos no ladrilho liso. Alguns eventuais tombos eram certos, mas como a prática leva à perfeição, os tombos eram amortecidos com técnica comparada à wrestling.

Enfim, quando se é criança, não damos muito valor às coisas. A água jorrando em abundância era somente mais um elemento para nossa diversão.

Hoje, eu, com 30 anos, reflito: será que meus filhos e netos um dia também poderão se divertir como eu me divertia quando moleque? A resposta não é animadora.

Um estudo recente aponta que em 2030 será o “Ano da Catástrofe”. clique no link.

O crescimento da população e a busca por energia e alimento resultarão em uma tempestade perfeita.

Talvez se eu não tivesse desperdiçado tanta água, o futuro dos meus filhos e netos estaria garantido. Talvez se você, que também se divertiu tanto quanto eu brincando de lavar calçada, não tivesse desperdiçado tanta água, o futuro dos filhos dos filhos de tanta gente estaria garantido.

Mas ainda há tempo.

Vamos botar a mão na consciência, lembrarmos de quando éramos crianças e agirmos para que no futuro, as crianças também tenham a infância tão divertida quanto a que tivemos. E com água!

2 comentários:

Dri de Salto Alto disse...

Não consigo imaginar a vida sem água... Imagina não poder lavar os cabelos? Será que em 2030 todo mundo vai ser careca?
eu heim
bjin Sapão... I'm back!!!

Roberto Moraes disse...

É sappo, tua lagoa tá secando... Vai ficar sem lavar o pé...