segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Primeiro post

O que escrever? Sobre o que escrever? Como escrever? Para quem escrever? Por que escrever?
Vamos lá.
Comecemos por deixar bem claro que eu nunca fiz algo do gênero, um blog. Por isso resolvi pesquisar um pouco a respeito dessa ferramenta da Internet, mais uma entre tantas e para muitos nenhuma novidade. Acrescentei à minha pesquisa algo que ha muito tempo permeia minha profissão e convicção como jornalista, um gênero não muito apreciado pela maioria dos profissionais da comunicação e fonte de discórdia no meio acadêmico, o Gonzo Jornalismo.

Blog

A primeira vez que o termo foi usado recebeu o nome “weblog”, isso em 1997, pouco tempo depois passou a “wee-blog” e em seguida foi encurtado para “blog”, um espaço na rede utilizado como um “diário digital” e manifestações de idéias, pensamentos, críticas e questionamentos por parte dos seus usuários. Dois anos mais tarde surgem os primeiros softwares conhecidos até hoje que fizeram com que esse fenômeno se desenvolvesse em larga escala por permitir mais facilidade na utilização e construção de um blog. Números galáticos mostram o crescimento dos blogs. De acordo com a Wikipédia, enciclopédia digital livre, em 1999 o número de blogs era estimado em menos de 50, já no final de 2000, alguns milhares e atualmente existem cerca de 70 milhões de blogs e outros 120 mil são criados diariamente.

Jornalismo gonzo

A palavra “gonzo” vem de uma gíria irlandesa para designar o último homem a permanecer em pé após uma bebedeira. O precursor do chamado gonzo jornalismo foi o escritor e jornalista norte-americano Hunter Stockton Thompson. O grande sucesso de Thompson viria com uma série de artigos publicados pela revista Rolling Stone em 1971 e que se tornaria seu mais famoso livro Fear and Loathing in Las Vegas: A Savage Journey to the Heart of the American Dream , lançado no Brasil em 1984 pela editora Anima como Las Vegas na Cabeça. Tratava-se de uma narrativa em primeira pessoa de seu alter ego, Raoul Duke, que viaja até a famosa cidade do jogo para cobrir uma corrida de motocross, a Mint 400 e ao invés gastou todo o dinheiro com drogas e álcool, fez enormes dívidas no hotel, destruiu quartos e fugiu sem pagar. Não cobriu o acontecimento e, no lugar da matéria que deveria escrever, descreveu o ambiente sob seu ponto de vista entorpecido.
O jornalismo gonzo é por muitos nem considerado uma forma de jornalismo devido à total parcialidade, falta de objetividade e pela não seriedade com que a notícia é tratada, fugindo a todas as regras básicas do jornalismo. O estilo vigora até os dias de hoje e ganha maior número de adeptos entre jovens, que se interessam pela narrativa literária de fatos verídicos. Se o jornalismo gonzo é ou não um modelo jornalístico, se é pessoal demais ou se não é digno de crédito, são questões que permeiam o ambiente acadêmico e que ainda vai dar muito o que falar.

Gonzoblog

Com tudo isso resolvi unir o útil ao agradável. Desenvolver um blog com conceitos gonzojornalísticos com o intuito de informar ou mesmo transcrever minhas experiências de extra-comunitário.
Sim, extra-comunitário pois vivo fora do Brasil desde 2005, quando em uma grande empreitada resolvi colocar a mochila nas costas e me mandar para a Itália, terra de origem da minha família. Como muitos, diga-se de passagem, a procura de conquistar a cidadania italiana. Para quem vem para a terra da pizza com esse objetivo muitas são as dúvidas sobre o assunto. Quais documentos preciso? Onde conseguir os documentos? O que devo fazer quando estiver com os documentos em mãos? Essas dúvidas e um grande número de questões rodeiam os interessados em obter a dupla cidadania.
Pensando em tudo isso resolvi fazer este blog. Tentar esclarecer algumas das principais dúvidas, auxiliar no que for possível, passar minhas próprias experiências de vida, sejam elas boas ou ruins e aproveitáveis ou não. Mas sempre com a finalidade de ajudar a comunidade brasileira sempre crescente na boa e velha Itália.

Críticas e sugestões serão bem vindas.

2 comentários:

Mayra Bina disse...

Olà Octavio, aprecio e muito a tua iniciativa. Eu tambèm desde quando moro aqui em Roma me coloquei à disposiçao de todos os que tivessem interesse em saber mais sobre esse paìs louco que a Italia, especialmente desta cidade ao mesmo tempo maravilhosa e caòtica!

Aqui eu trabaòho como interprete para advogados que prestam assessoria à cidadania, poranto conheço bem os procedimentos, e tudo mais..

atè e sucesso com o blog.

mayra bina

Thiago Alonso disse...

então, gordo, esqueci de colocar na lista também:

- samba.
- cerveja.
- samba com cerveja no bar do vermelho sábado à tarde.

e vamo postar nesse blogue ae!